Restaurante Picolino

ESTILOS DOS VINHOS BRANCOS

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Encorpados e aromáticos (12,5%-14%): Destacam-se pela concentração, complexidade aromática e riqueza. Apresentam coloração amarelo dourada, e em geral são fermentados e/ou amadurecidos em barris de carvalho. São bem longevos e apresentam notas amanteigadas e de baunilha o que os torna bom acompanhantes para peixes e frutos do mar bem condimentados e queijos sem incrustações, mas de sabor marcante.
Exemplos: Chardonnays (Novo Mundo, Borgonha, Pays d’ Oc, Chateauneuf-du-pape, Navarra, Somontano, Rioja, Puglia), Chablis (Borgonha), Viognier (Califórnia, Austrália), Chenin Blanc fermentado em barris (África do Sul), Semillon (Austrália).

Secos, semi-encorpados e sem carvalho:
(12%-13,5%): São vinhos secos sem carvalho, pungentes e incisivos com estrutura refrescante de acidez que combina bem com os alimentos. Neles o sabor de fruta é vital para evitar que se tornem amargos. Sua cor é amarelo palha com reflexos ou de amarelo dourado claro. Harmonizam com peixes e frutos do mar medianamente condimentados e com queijos de massa amarela.
Exemplos: Sauvignon Blancs (Sancerre, Pouilly, Bordeaux, África do Sul, Chile, Nova Zelândia), Riesling (Austrália), Riesling Trocken Spatlese (Alemanha), Assyrtiko (Grécia).

Encorpados ou semi-encorpados, semi-doces e aromáticos:
São vinhos que apresentam aromas distintos de flores, condimentos e frutas. Em geral têm acidez muito viva que é crucial principalmente em vinhos alemães para se contrapor ao doce da fruta. Não são envelhecidos em carvalho novo porque prescindem de seu aroma e de seu efeito de maciez. São aperitivos muito agradáveis. Harmonizam com carnes brancas, peixes e frutos do mar condimentados, mesmo com aromatizantes (curry, mostarda), pratos chineses, entradas principais e saladas.
Exemplos: Gewurztraminer, Rieslings, Viogniers (Alsácia, Languedoc), Riesling kabinet e Spatlese (Mosel, Rheingau e Pfalz) Gewurstraminer (Chile), Torrontes (Argentina), Moscatel (Europa, Brasil).

Secos e leves (10-12%):
são vinhos pálidos, jovens, levemente encorpados, com aromas delicados e sem qualquer passagem por barris de carvalho. Harmonizam com peixes e frutos do mar pouco condimentados, peixes oleosos como cavalinha e sardinha, pratos de macarrão leve e cremoso, saladas, antepastos e com queijos brancos e de cabra.
Exemplos: Soaves, Frascatis, Orvietos (Itálias), Brancos (Sicília), Verdes (Portugal), Semillon (Austrália), Chablis barato (França), Muscadet sur Lie, Anjou.

Secos fortificados (14-20%):
são vinhos bem secos utilizados geralmente como abridores de apetite, aromaticamente intensos e com bouquet de oxidação (avelãs, nozes). São servidos de preferência como aperitivos ou na companhia de consomes ou sopas.
Exemplos: Porto Branco (Portugal), Jerez Fino Seco (Espanha).

Doces naturais:
são vinhos de sobremesa elaborados com uvas ricas em açúcar, especialmente a Moscatel. Harmonizam com pudins e tortas doces de frutas.
Exemplos: Moscatel de Setúbal (Portugal), Moscatel de Málaga (Espanha), Riesling Auslese (Mosel), Late Harvest (África do Sul, Brasil, Chile).

Doces licorosos:
são vinhos elaborados com uvas botrytizadas que são uvas que foram atacadas por um fungo que as deixa murchas, ricas em açúcar, glicerol e aromas de frutas. Podem ser saboreados isoladamente ou acompanhado foie gras e queijos tipo roquefort.
Exemplos: Sauternes (Sauternes-França), Tokaji Aszú (Tokaji-Hungria), Trockenbeerenauslese (Rheingau–Alemanha, Burgerland-Áustria).

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